Poviztra é o mesmo que Ozempic? As semaglutidas registradas na Anvisa em 2026
Não exatamente, e a diferença importa. Poviztra e Extensior são a semaglutida biológica original da Novo Nordisk, registradas na Anvisa em nome da Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil e comercializadas pela Eurofarma: a bula do Extensior é a bula do Ozempic (diabetes tipo 2) e a bula do Poviztra é a bula do Wegovy (controle de peso). Ozivy, da EMS, é outra coisa: uma semaglutida sintética, registrada pela Anvisa em 26 de maio de 2026 como medicamento novo, indicada para diabetes tipo 2, e que a própria Anvisa diz não ser genérico. Todas elas só saem da farmácia com receita em duas vias, uma delas retida, desde 23 de junho de 2025.
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A resposta curta
Poviztra não é o mesmo que Ozempic: Poviztra é a semaglutida biológica da Novo Nordisk com a bula do Wegovy, e Extensior é a mesma semaglutida com a bula do Ozempic, ambas comercializadas pela Eurofarma. Ozivy, da EMS, é semaglutida sintética, registrada pela Anvisa em 26 de maio de 2026 para diabetes tipo 2, e não é genérico. Todas exigem receita em duas vias com retenção desde 23 de junho de 2025.

Pontos principais
- Poviztra e Extensior são a semaglutida biológica da Novo Nordisk, produzida na Dinamarca, registrada na Anvisa pela Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil e comercializada pela Eurofarma desde a parceria anunciada em 1º de outubro de 2025. Pelas bulas, Extensior corresponde ao Ozempic e Poviztra corresponde ao Wegovy.
- Ozivy, da EMS, teve o registro publicado pela Anvisa em 26 de maio de 2026 como "medicamento novo, sendo um análogo sintético de produto biológico", com indicação para diabetes tipo 2. A Anvisa foi explícita: "o Ozivy não é um medicamento genérico, já que não há genérico de produtos biológicos conforme regulação brasileira".
- Depois do Ozivy vieram Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema (Anvisa, 29 de julho de 2026), o primeiro genérico de semaglutida (EMS), segundo o CFF, e um similar (Semaclique, da Germed) na RE nº 3.167 publicada em 17 de agosto de 2026, e o Yluméc (EMS), similar que usa o Ozivy como referência, em 31 de agosto de 2026. Ozivy, as cinco canetas de julho e o Yluméc foram noticiados com indicação para diabetes tipo 2; para o genérico e o similar de agosto, a RE nº 3.167 não detalha a indicação.
- "Mesma molécula" não significa mesma caneta, mesma apresentação nem mesma indicação aprovada. O que vale é a bula do produto que está na sua mão, e a troca entre marcas é uma decisão do médico que prescreve, não da farmácia nem de um app.
- Desde 23 de junho de 2025, pela RDC nº 973/2025 e pela IN nº 360/2025 da Anvisa, semaglutida, tirzepatida, liraglutida, dulaglutida e lixisenatida só são dispensadas com receita em duas vias, uma retida na farmácia, válida por 90 dias a partir da emissão.
Poviztra é a bula do Wegovy
A bula do paciente do Poviztra traz no rodapé "Bula Wegovy 04/05/2026", registro em nome da Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil, produção pela Novo Nordisk A/S na Dinamarca e a linha "Comercializado por: Eurofarma Laboratórios S.A.". É o mesmo produto biológico sob outro nome comercial.
Ozivy não é genérico
A Anvisa registrou o Ozivy (EMS) como medicamento novo, análogo sintético de um produto biológico, e escreveu que não existe genérico de produto biológico na regulação brasileira. O primeiro genérico de semaglutida (EMS), segundo o CFF, e um similar (Semaclique, da Germed) só vieram em 17 de agosto de 2026, já tendo uma referência sintética.
Receita retida desde 23/06/2025
A RDC nº 973/2025 e a IN nº 360/2025, publicadas em 24 de abril de 2025, passaram a valer em 23 de junho de 2025. A receita é feita em duas vias no receituário comum do prescritor, sem modelo especial, vale por 90 dias e a farmácia retém uma via.
Troca de marca: o que anotar
Se o seu médico trocou Ozempic por Extensior, ou Wegovy por Poviztra, o que muda no seu registro é o nome na caixa. Anote a marca, a data da compra e a farmácia junto com a dose no GLP-1 Tracker, e deixe as doses anteriores exatamente como estavam.
A resposta curta: o que é igual e o que é diferente
Poviztra não é "o mesmo que Ozempic". Poviztra é o mesmo que Wegovy, e Extensior é o mesmo que Ozempic. Os quatro contêm semaglutida, mas Ozempic e Extensior têm a bula do medicamento para diabetes tipo 2, enquanto Wegovy e Poviztra têm a bula do medicamento para controle de peso, que na versão aprovada pela Anvisa em 4 de maio de 2026 também cobre a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH) e a redução do risco de eventos cardiovasculares em adultos com doença cardiovascular estabelecida e excesso de peso.
Dá para verificar isso sem confiar em ninguém: a bula do paciente do Poviztra, publicada no site da Novo Nordisk Brasil, traz em todas as páginas o carimbo "Bula Wegovy 04/05/2026", e a bula profissional do Extensior traz "Bula Ozempic 17/04/2026". Nos dizeres legais, as duas informam "Produzido por: Novo Nordisk A/S, Bagsværd ou Hillerød, Dinamarca", "Registrado por: Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda." e "Comercializado por: Eurofarma Laboratórios S.A.". Os números de registro na Anvisa são vizinhos: 1.1766.0042 (Poviztra) e 1.1766.0043 (Extensior).
Ou seja, a Eurofarma não fabrica essas canetas. Ela promove e distribui, com exclusividade, duas marcas da semaglutida biológica da Novo Nordisk, dentro de uma parceria estratégica anunciada em 1º de outubro de 2025 e noticiada pelo Conselho Federal de Farmácia na mesma data. Se você lê Ozempic e Wegovy como o par "diabetes e peso" da Novo Nordisk, Extensior e Poviztra são o mesmo par com outro nome na caixa. As páginas de referência do Ozempic e do Wegovy valem, portanto, para os dois irmãos de marca.
Ozivy é uma história diferente. É semaglutida obtida por síntese química, desenvolvida pela EMS, e a Anvisa a classificou como medicamento novo. Não é uma marca alternativa do Ozempic, não é genérico dele e não carrega a bula dele. Tem bula própria, indicação própria e um dossiê próprio de eficácia, segurança e qualidade avaliado pela agência.
O GLP-1 Tracker mostra o seu nível estimado de medicamento ao longo do tempo.
As semaglutidas registradas na Anvisa até setembro de 2026
Esta é a lista que conseguimos confirmar em fontes oficiais ou de imprensa nacional nomeada, na ordem em que os registros apareceram. Ela muda rápido: a Anvisa informou em 20 de março de 2026, dia em que a patente da semaglutida expirou no Brasil, que havia oito pedidos de registro em análise e outros nove aguardando o início da avaliação. Consulte a consulta pública de medicamentos no site da Anvisa antes de assumir que esta lista está completa.
Ozempic e Wegovy (Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil). Semaglutida biológica original, registrada e importada pela filial brasileira da Novo Nordisk. Ozempic para diabetes tipo 2; Wegovy para controle de peso e as indicações adicionais descritas na bula de 4 de maio de 2026.
Extensior e Poviztra (registro da Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil; comercialização pela Eurofarma). Mesma semaglutida biológica, mesmas fábricas na Dinamarca, bulas idênticas às do Ozempic e do Wegovy, respectivamente. Parceria anunciada em 1º de outubro de 2025, com a Eurofarma responsável pela distribuição exclusiva e pela promoção das duas marcas.
Ozivy (EMS). Registro publicado pela Anvisa em 26 de maio de 2026, com a agência descrevendo o produto como "um medicamento novo, sendo um análogo sintético de produto biológico", indicado para "o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado". Segundo comunicado da EMS reproduzido pela imprensa especializada, as primeiras canetas começaram a chegar às farmácias a partir de 15 de junho de 2026.
Owozy (Ávita Care), Seemasun (Sun Farmacêutica), Zempneo (Brainfarma), Semavy (Cosmed) e Orsema (Ranbaxy). Cinco canetas de semaglutida sintética registradas em 29 de julho de 2026, todas para diabetes tipo 2, segundo a notícia da própria Anvisa.
Semaglutida genérica (EMS) e Semaclique (Germed, similar). Publicadas no Diário Oficial da União em 17 de agosto de 2026 pela Resolução RE nº 3.167, assinada em 13 de agosto, trazendo o primeiro genérico de semaglutida do país (EMS), segundo o Conselho Federal de Farmácia, e um medicamento similar (Semaclique, da Germed), conforme noticiado pela Exame e pelo CFF. A resolução não informa quando chegam às farmácias.
Yluméc (EMS). Registrado em 28 de agosto de 2026 e publicado em 31 de agosto, como medicamento similar na modalidade clone, tendo o Ozivy como produto de referência, segundo a CNN Brasil. A mesma reportagem lembra que aprovação não significa disponibilidade imediata nas farmácias.
Repare no padrão: Ozivy, as cinco canetas de julho e o Yluméc foram noticiados com indicação para diabetes tipo 2, e a resolução de agosto não detalha a indicação do genérico e do similar. Se você usa semaglutida para controle de peso, a única forma segura de saber se uma marca específica tem essa indicação aprovada é ler a bula dela no site da Anvisa ou do fabricante, ou perguntar ao farmacêutico. Não presuma pela molécula.
O que "mesma molécula" significa, e o que não significa
Semaglutida é o nome da substância ativa. Quando duas caixas trazem a mesma substância, isso diz algo importante e deixa várias outras coisas em aberto.
O que significa: a substância que age no corpo é a mesma. Para a semaglutida biológica da Novo Nordisk, Poviztra e Wegovy, ou Extensior e Ozempic, são literalmente o mesmo produto, da mesma linha de produção, com outro rótulo. Para as semaglutidas sintéticas nacionais, a molécula é a mesma, obtida por outro processo de fabricação, e a Anvisa avaliou cada dossiê para confirmar eficácia, segurança e qualidade antes de registrar.
O que não significa, em quatro pontos. Primeiro, dispositivo: a caneta, o número de doses por caneta, o tipo de agulha e o modo de contar a dose podem ser diferentes entre marcas, e a bula de cada produto traz as instruções do seu próprio sistema de aplicação. Segundo, apresentação: as concentrações e os kits registrados variam de marca para marca, e é por isso que a farmácia precisa da receita com o nome do medicamento ou da substância pela Denominação Comum Brasileira, a concentração e a forma farmacêutica, como a Anvisa exige. Terceiro, indicação aprovada: a Anvisa aprova indicações por produto, não por molécula. Ozivy foi registrado para diabetes tipo 2; Poviztra tem as indicações do Wegovy. Usar um produto para uma finalidade que não consta da bula dele é uso fora da indicação aprovada, e a Anvisa cita justamente o excesso de eventos adversos nesse tipo de uso como motivo para apertar as regras de dispensação. Quarto, categoria regulatória: "novo", "genérico", "similar" e "clone" são carimbos com consequências jurídicas e comerciais, incluindo o que a farmácia pode ou não substituir no balcão. A regra de intercambialidade entre genérico e referência é uma regra do farmacêutico e do prescritor, não do paciente.
Uma nuance que confunde muita gente: como a semaglutida original é um produto biológico, a Anvisa afirmou, na notícia do registro do Ozivy, que "não há genérico de produtos biológicos conforme regulação brasileira". Por isso, um genérico ou similar de semaglutida precisa ter como referência um produto sintético, e não o Ozempic. Quando alguém pergunta se existe "Ozempic genérico", a resposta tecnicamente correta é: existe semaglutida genérica registrada desde agosto de 2026, com referência num produto sintético, e não um genérico do Ozempic em si.
A conclusão prática é simples. A decisão de trocar de marca, ou de aceitar a que a farmácia tem em estoque, é do médico que prescreve, com o farmacêutico conferindo se a receita e o produto batem. O seu papel é levar a caixa nova para a consulta, se houver dúvida, e registrar a troca.
A regra da receita retida: RDC nº 973/2025 e IN nº 360/2025
Desde 23 de junho de 2025, todo medicamento com semaglutida, tirzepatida, liraglutida, dulaglutida ou lixisenatida, isolada ou em associação, injetável ou oral, só é dispensado no Brasil mediante retenção de receita. A base é a RDC nº 973, de 23 de abril de 2025, que alterou a RDC nº 471/2021, e a Instrução Normativa nº 360, de 23 de abril de 2025, que lista as substâncias. As duas foram publicadas em 24 de abril de 2025 e entraram em vigor sessenta dias depois. Tudo isso está no documento de perguntas e respostas que a Anvisa publicou em junho de 2025, e é dele que vêm os pontos abaixo.
Como é a receita. Não existe modelo especial: a prescrição é feita no receituário privativo do prescritor ou do estabelecimento de saúde, em duas vias, legível e sem rasuras, com identificação do paciente (nome completo, idade e sexo), nome do medicamento ou da substância pela Denominação Comum Brasileira, concentração, forma farmacêutica, posologia e quantidade, identificação e assinatura do prescritor com o número de conselho, e data de emissão. Não é o receituário de controle especial da Portaria 344: a Anvisa diz que não há modelo de receita específico, e a norma é a mesma que já rege os antimicrobianos.
Quanto tempo vale. Noventa dias a contar da data de emissão, pelo parágrafo 1º do artigo 2º da IN nº 360/2025. Em tratamento prolongado, a Anvisa orienta que a receita indique a quantidade para cada trinta dias, e que cada dispensação cubra pelo menos trinta dias, sendo permitido comprar toda a quantidade dos noventa dias de uma vez. Quem compra parcelado pode usar a mesma farmácia ou farmácias diferentes a cada mês, com o farmacêutico atestando cada dispensação na frente (anverso) das duas vias.
Receita eletrônica. Vale em todo o território nacional, desde que tenha assinatura avançada do prescritor nos termos da Lei nº 14.063/2020 e que a farmácia consiga acessar o documento original e verificar a assinatura. A farmácia guarda uma cópia eletrônica e pode manter uma cópia impressa com os dados da dispensação.
Por que a regra existe. A Anvisa escreveu que a retenção tem como objetivo proteger a saúde da população, "especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas", e que farmácias e drogarias, públicas ou privadas, devem registrar essas movimentações em livro ou sistema próprio e, conforme cronograma da agência, no SNGPC. Se a farmácia pedir a segunda via da sua receita, não é burocracia dela: é a norma.
Manipulada, falsificada e vendida pela internet: o que a Anvisa disse
Três situações aparecem sempre que alguém compara marcas de semaglutida, e em todas a fonte é a Anvisa, não um fórum.
Manipulada. Em 25 de agosto de 2025, pelo Despacho nº 97/2025 e pela Nota Técnica nº 200/2025, a Anvisa determinou que insumos biotecnológicos de agonistas do GLP-1 só podem ser importados para manipulação quando vêm de fabricantes cujo processo foi avaliado no registro do medicamento, e que a manipulação de semaglutida sintética não tinha respaldo sanitário enquanto não existisse medicamento registrado com essa mesma via de obtenção. A Novo Nordisk noticiou a decisão no mesmo dia. Como o Ozivy e outras semaglutidas sintéticas foram registradas em 2026, esse cenário está em movimento e vem sendo interpretado de formas diferentes pelo setor de farmácias magistrais. Não vamos afirmar aqui o que hoje é ou não permitido manipular: pergunte ao Conselho Regional de Farmácia do seu estado ou consulte a Anvisa. O contexto geral está no nosso guia sobre semaglutida manipulada.
Falsificada. A Anvisa publicou alertas sobre unidades falsificadas de Ozempic, incluindo, em 29 de outubro de 2024, canetas de insulina reetiquetadas com rótulos de um lote autêntico. A orientação da agência é comprar somente produtos completos, dentro da caixa, em farmácias regularizadas junto à Vigilância Sanitária e sempre com nota fiscal; desconfiar de sites, aplicativos de venda, redes sociais e grupos de mensagens que ofereçam o medicamento; e, diante de qualquer suspeita, não usar o produto e comunicar o SAC do fabricante, a Ouvidoria da Anvisa e o sistema VigiMed. Não existe checklist caseiro que substitua isso, e por isso não publicamos um.
Comprada pela internet. As mesmas regras da receita retida valem para a venda a distância por farmácias regularizadas. Um vendedor que não pede a receita em duas vias, ou que oferece a caneta por mensagem direta, está fora da norma por definição. Eventos adversos com qualquer marca, incluindo as novas, devem ser notificados no VigiMed, e uma emergência é caso para o SAMU, no 192, não para o balcão.
Trocou de marca? O que registrar, e o que não mudar
Uma troca de marca de semaglutida é o momento em que muitos registros pessoais ficam bagunçados, porque a pessoa faz uma de três coisas: apaga o histórico antigo, começa um registro novo do zero ou não anota nada e depois não lembra quando a caixa mudou. Nenhuma delas ajuda na próxima consulta.
O que anotar, no dia da primeira dose com a marca nova: o nome comercial exatamente como está na caixa (Poviztra, Extensior, Ozivy ou outro), a data da compra, a farmácia e, se quiser, o lote. No GLP-1 Tracker, isso cabe na anotação da própria dose, junto com o local de aplicação que você já registra. Se o médico manteve a mesma substância e o mesmo esquema, a única coisa que muda no seu histórico é essa anotação; os lembretes e a programação continuam iguais. Se o médico mudou alguma coisa além da marca, copie a instrução nova palavra por palavra da receita e date a mudança a partir da primeira dose, não da consulta.
O que não mudar: as doses anteriores. Elas foram registradas com a marca da época e é isso que dá sentido a qualquer comparação depois. Se você notar algo diferente nas semanas após a troca, o registro contínuo de doses, peso e sintomas é o que permite ao médico separar coincidência de efeito, e é também o material para uma notificação no VigiMed, se ele julgar necessário.
Guarde também os comprovantes. Como a farmácia retém uma via da receita, a nota fiscal e o cupom com a data passam a ser a sua prova de compra, útil para o plano de saúde, para a Receita Federal e para qualquer reclamação sobre o produto. Tirar uma foto da nota e da caixa no mesmo dia da compra custa dez segundos. O GLP-1 Tracker é gratuito, funciona no iPhone e guarda os seus registros no próprio aparelho; ele não sabe qual marca está na sua caixa, não sugere trocas e não substitui a bula nem o farmacêutico.
Perguntas frequentes
Poviztra é o mesmo que Ozempic?
Não. Poviztra é o mesmo que Wegovy: a bula do paciente do Poviztra é a bula do Wegovy aprovada pela Anvisa em 4 de maio de 2026, registrada pela Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil, produzida pela Novo Nordisk na Dinamarca e comercializada pela Eurofarma. O produto que corresponde ao Ozempic dentro da mesma parceria é o Extensior. Os quatro contêm semaglutida, mas as indicações aprovadas seguem cada bula.
Extensior é o mesmo que Ozempic?
Sim, no sentido de que é o mesmo produto biológico com outro nome comercial. A bula profissional do Extensior traz o carimbo "Bula Ozempic 17/04/2026", os mesmos fabricantes na Dinamarca e o registro em nome da Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil, com comercialização pela Eurofarma. A indicação aprovada é diabetes tipo 2 em adultos. Se a sua receita diz Ozempic e a farmácia oferece Extensior, quem decide a troca é o seu médico, com o farmacêutico conferindo a receita.
Ozivy é genérico do Ozempic?
Não. A Anvisa registrou o Ozivy, da EMS, em 26 de maio de 2026 como medicamento novo, um análogo sintético de produto biológico, e escreveu na própria notícia que ele não é genérico porque não há genérico de produtos biológicos na regulação brasileira. Ozivy tem bula própria e foi registrado para diabetes tipo 2. Como a Anvisa diz que não há genérico de produto biológico, os genéricos e similares registrados depois precisam ter uma referência sintética, e não o Ozempic.
Existe semaglutida genérica no Brasil?
Existe registro. A Resolução RE nº 3.167 da Anvisa, assinada em 13 de agosto e publicada no Diário Oficial da União em 17 de agosto de 2026, registrou a semaglutida genérica da EMS e o Semaclique, similar da Germed. A resolução não informa data de chegada às farmácias nem preço, e a disponibilidade pode variar por região. O farmacêutico é quem sabe o que está em estoque hoje e o que a sua receita permite dispensar.
Posso trocar de Ozempic para Extensior ou Ozivy por conta própria?
Não é uma decisão sua nem da farmácia isoladamente. A receita precisa trazer o nome do medicamento ou da substância pela Denominação Comum Brasileira, a concentração e a forma farmacêutica, e o farmacêutico dispensa o que está na receita, dentro das regras de intercambialidade que se aplicam a cada categoria. Se você quer mudar de marca por qualquer motivo, leve a pergunta ao médico que prescreve; ele pode reemitir a receita se concordar.
A receita de semaglutida fica retida? Por quanto tempo ela vale?
Sim. Desde 23 de junho de 2025, pela RDC nº 973/2025 e pela IN nº 360/2025 da Anvisa, semaglutida, tirzepatida, liraglutida, dulaglutida e lixisenatida só são dispensadas com retenção de uma via da receita, que deve ser emitida em duas vias. A receita vale por 90 dias a partir da emissão; em tratamento prolongado, ela indica a quantidade de cada 30 dias e pode ser usada em compras parceladas, na mesma farmácia ou em farmácias diferentes, ou de uma só vez.
Receita digital serve para comprar semaglutida?
Serve, em todo o território nacional, desde que tenha assinatura avançada do prescritor nos termos da Lei nº 14.063/2020 e que a farmácia consiga acessar o documento original e verificar a assinatura, conforme o documento de perguntas e respostas da Anvisa. A farmácia guarda uma cópia eletrônica como comprovante. Não existe modelo de receita específico: é o receituário comum do prescritor, com todos os dados obrigatórios preenchidos.
Como saber se a caneta é falsificada e onde denunciar?
A Anvisa não publica um roteiro para o consumidor autenticar a caneta, e nós também não. A orientação da agência é comprar apenas produtos completos, na caixa, em farmácias regularizadas junto à Vigilância Sanitária, com nota fiscal, e desconfiar de ofertas por sites, aplicativos, redes sociais e grupos de mensagens. Diante de qualquer suspeita, não use o produto e comunique o SAC do fabricante, a Ouvidoria da Anvisa e o VigiMed. Em caso de emergência, ligue para o SAMU, 192.
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O GLP-1 Tracker guarda cada dose com a sua anotação, o local de aplicação, o peso e os sintomas, tudo no seu iPhone. Registre a marca nova junto com a primeira dose e leve o histórico completo para a próxima consulta.
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